Dicas

-= Adquirir uma cana e carreto=-

 Quando se inicia o gosto pela pesca evidentemente é necessário: Comprar uma cana.

È precisamente aí que inicia o dilema, pois a oferta do mercado é enorme e as ajudas dos vendedores nem sempre são as mais correctas no sentido em que: A primeira coisa que eles pensam é em “despachar um “pau” qualquer que já vai fazer anos de casa e não conseguem vender a ninguém (Atenção que esta situação não acontece sempre, acontece simplesmente mais vezes do que aquelas que seriam de desejar). Isto realmente é de lamentar mas é a realidade a que todos nós já assistimos nas lojas. Gastar dinheiro e após uma pescaria ou duas chegar a conclusão de que não é aquela a cana que se adapta ao tipo de pesca que pretendemos ou simplesmente não se adapta a nós é extremamente chato e frustrante. Pergunto: Qual de nós não tem canas "encostadas" em casa?

A cana que pode ser muito boa para uns não será a melhor para outros. O ideal será ir a pesca com vários amigos pedir-lhes conselhos e experimentar as canas deles para chegar a conclusão de qual a cana que se adapta melhor a nós próprios. A cana ideal não tem parâmetros defenidos mas tem que ser aquela com a qual nós nos sentimos á vontade e que faz uma perfeita extensão do nosso braço e a qual somos capazes de manter na mão durante horas sem fim. Relativamente ao carreto a história torna-se mais simples pois apenas temos que escolher que fique em equilibrio na cana para não se tornar cansativo ao fim de várias horas de pesca. Evidente que existem um montão de outros parâmetros a ter em conta (tamanho, recuperação, quantidade de linha que suporta, nº de rolamentos entre outros) mas estes para iniciar nâo se revelam de uma importância assim tão grande.

A unica coisa que realmente me parece importante é comprar um carreto durável mesmo que um pouco mais caro e não aquele que nos parece mais acessivel a carteira pois por experiência própria posso dizer que o mais baratinho não vai ter uma vida longa e acaba sempre por nos deixar "pendurados" logo naquela altura em que fisgamos um peixe maior.

-= Barulho e conversa animada durante a pescaria =-

 Esta está mais directamente relacionada com a pesca de rio embora em alguns casos também seja válida para a pesca de terra ou de muralha nomeadamente para locais silênciosos ou onde nos encontremos muito perto do mar (ex: chumbadinha e boia). A maioria dos peixes tem uma grande deficiência visual mas é extremamente sensivel ao som, conseguem destinguir e reconhecer os sons da natureza: Um galho que parte e cai na água, a chuva a cair, um insecto que por acidente cai na agua e outros sons do mesmo tipo ou seja, todos aqueles que eles sabem que possivelmente lhes trarão comer.

Analisando a coisa chegaremos brilhantemente á mesma conclusão que eles só que evidentemente por motivos diferentes. Todos estes sons são susceptiveis de lhes trazer alimentação, o ramo trás possivelmente um insecto ou outro agarrado, a água da chuva arrasta o sedimento das margens que por si só é um manancial de alimentos. Todos os sons que sejam alheios aos da natureza como por exemplo o da nossa voz provocam neles um acto de defesa e o mais certo é mesmo afastarem-se e esconderem-se. Resumindo: quando se pesca não se fala nem se emite qualquer tipo de ruido condenando-nos nós mesmos a um dia de insucesso total na pescaria.

-= Manutenção do equipamento =-

Por incrivel que aparentemente possa parecer, quem faz com que os nosso equipamento de pesca fique velho, emperrado, desafinado com folgas e ferrugem, somos nós próprios. Qual de nós não se recorda de ter chegado a casa completamente arrasado e sem pensar duas vezes colocou tudo num monte e....está arrumado. Mas na próxima pescaria sabemos barafustar e dizer que o carreto está a ficar velho, além de ter um trabalhão para desembaraçar aquela coisada toda, cheia de isco seco, algas secas, areia etc... Pois...todos se lembram. temos que perder um tempito a lavar e lubrificar o equipamento para que este tipo de situações não acontecam mais (já para não falar no factor monetário). As canas de pesca, principalmente as de mar, devem ser lavadas com água e sabão neutro. Os carretos de 6 em 6 meses ou na pior das hipóteses uma vez por ano deverão ser abertos e cheios com massa consistente ou vaselina (pessoalmente gosto mais da vaselina). Não esqueçam também de tempos a tempos de verificar se as linhas estão em boas condições. Eu sei que dá trabalho mas acreditem que a coisa compensa.

-= Localização do peixe e fundear no pesqueiro=-

Por vezes deparamo-nos com algumas dificuldades na localização do peixe no mar pois as sondas por muito boas que sejam, deixam-nos sempre algumas (muitas duvidas) sobre a localização exacta do peixe. Vou deixar aqui algumas letras que "penso" serem de muita utilidade.

Quando estamos a sondar um determinado local a tendência é a de realmente procurarmos a presença do peixe ou de relevo de fundo que nos faça adivinhar a presença de uma pedra mas existem outros factores que são de grande importância, senão vejamos: Após a localização da pedra temos que ter o cuidado de fundear o barco de modo a que consigamos pescar junto as paredes da mesma e não como muita gente pensa sobre ela. Um outro promenor consiste em olhar para uma carta maritima (poupa trabalho e tempo) e procurar locais onde exista grande variação de profundidade repentina, quer isto dizer que também nesse local vamos encontrar uma parede e consequentemente um muito provável local de alimento para o peixe. Estes locais dependendo claro da sonda que temos não nos permite ver o peixe pois este normalmente encontra-se demasiado encostado a rocha para ser identificado mas o conhecimento empírico dos velhos pescadores revela estes locais como bons pesqueiros.

Seguidamente existe um outro promenor, há que parar o barco analizar o gps e ver para que lado nos está a puxar a corrente. Depois de juntarmos as pecinhas todas...damos uma compensação que varia consoante a profundidade e fundeamos tendo sempre o cuidado de: no caso de estarmos sobre uma parede, o ferro não escorregue e vá parar á parte mais funda pois aí teremos que repetir todo o processo e perder tempo precioso.

Este processo não é fácil mas o ao longo do tempo ganhamos "calo" e começamos a efectuá-lo mais rápidamente. Aquilo que aparentará uma perda de tempo ao andar a "dançar" sobre o pesqueiro vai-se revelar de grande preciosidade. Claro que tudo isto só é válido para os dias em que o peixe também vai a pesca pois por vezes nem toda a técnica do mundo nos ajuda (infelizmente para nós).

 

-= Conservação dos anzois=-

 

Os anzois têm tendência a enferrujar com a humidade. Quando os guardamos na caixinha pode-se juntar um pouco de pó de talco para minimizar este problema. Uma outra coisa a ter em atenção é nunca misturar anzois novos com anzois usados pois no caso destes já terem uma ponta de ferrugem mesmo que minima e imperceptivel vão passá-la para os outros. Atenção que um anzol enferrujado constitui um perigo para o pescador pois não é invulgar espetar o anzol num dedo ficando assim exposto ao perigo de aquirir uma infecção, como o tétano.

 

-= Nós =-

 

1.       Sempre que fazemos um nó existem alguns promenores a ter em conta.

2.       Humedecer o fio para que escorregue perfeitamente e mais facilmente se adapte um ao outro.

3.       Fazer o nó com calma e verificar que não existem voltas retorcidas.

4.       Exercer uma pressão grande no nó após confecionado para verificar que este não se vai soltar quando o peixe ferrar.

5.       Nunca cortar o fio excedente mesmo rente pois quando o peixe fizer pressão na linha esta pode resvalar e soltar-se mesmo após já termos verificado o nó.