Civismo do pescador

È lamentavel que ao chegarmos a um pesqueiro nos deparemos com uma lixeira em vez de uma bela e diferente paisagem que nos afasta e faz esquecer a selva de betão em que pelo menos a maior parte de nós vive. Fica aqui um apelo a todos os pescadores desportivos ou ludicos com nos quizerem chamar, marquem a diferença, mostrem que não somos todos iguais, não deixem o lixo nos pesqueiros nem simplesmente atirem o lixo para o mar. Afinal não custa absolutamente nada levar um saco plástico e colocar as latas de cerveja, os pacotes de isco vazios, as linhas cortadas e todo o tipo de residuos nele. Nunca nos podemos esquecer de que o sentimento que temos ao chegar a um pesqueiro é tão somente igual ao do próximo pescador que chegar ao mesmo local.

Este é um ponto que não descoro e pelo qual já me chateei com amigos quer em terra quer no mar. Eu tenho o bom costume de: Especialmente quando levo um ou outro amigo para o mar fazer uma curta palestra relativamente á segurança a bordo quer explicando como se pára o barco, como se põe a trabalhar,  como se manobra, coletes, boias, homem ao mar, arrumação a bordo, peixe no chão e lixoquer no chão quer deitado bosda fora. Relativamente a este tema há uma situação que me deixa especialmente satisfeito e feliz comigo próprio. Gosto quando ouço algum desses amigos a chamar a atenção a outro por isto ou por aquilo. Fico tão somente feliz por ver que afinal não estou a ser um chato como a partida até poderá parecer e que encaixaram e absorveram a informação além de a estarem a transmitir a outros. Há uma outra que "Gosto" de frisar geralmente com um tom mais alto de voz e que se tem provado de uma certa eficiência "Abordo quem manda sou eu, quem não aceitar fica em terra".

É curioso como tudo isto tem resultado, não só pelas pessoas que escolho para ir comigo como também pelo efeito que tem sobre os outros. Não é raro eu comentar quando vejo algo que está a projudicar quer a natureza quer tão simplesmente uma manobra mal feita que pode projudicar um outro barco que passe nas imediações. Todo este comentário já se está a afastar um pouco do objectivo inicial mas penso que seja de extrema importância. Tudo isto parece não ter muita relação mas olhando com mais atenção, rápidamente chegamos a conclusão de que quem aceita um (mantém-te a proa do barco) tambem aceita qualquer coisa do genero (não deites esse novelo de linha para o mar).

 A natureza por si só efectua o trabalho de limpeza mas..... Tem a particularidade de demorar muitissimo mais tempo (conforme a tabela descreve). Quem não se lembra de qual o cheiro da natureza quando era rapazote? Pois!!! Tudo isso mudou e somos nós o bixo HOMEM quem está a degradar a Terra. Se cada um de nós tentar fazer algo de diferente, nem que seja o mais pequeno promenor teremos uns milhares senão milhões de  aparentemente pequenos promenores alterados, o que no total e no final de uns anos significará uma grandiosa mais valia para a natureza e para o planeta ao qual devemos a vida.

Fica aqui uma pequena tabela com os anos que a natureza demora a limpar o que apenas nos demora uns segundos. Dá que pensar, não é?

Tempo de Decomposição de Materiais no Mar, Rios e Lagos

Filtro de cigarro de 6 meses a 1 ano
Madeira pintada 13 anos
Nylon (cordas e outros) 30 anos
Plásticos mais de 100 anos
Alumínio mais de 100 anos
Borrachas, pneus tempo indeterminado
Chiclete mais de 5 anos
Vidros 1 milhão de anos