Montagens

Estas são apenas algumas montagens básicas que podem variar consoante as espécies a pescar,  estado das águas,  profundidade,  tipo de fundo, técnica a utilizar,  etc. O que se pretende é apenas elucidar pescadores iniciados nas referidas montagens.

-= Montagem de boia de correr =-

1º- Coloca-se um batente na linha, este batente pode ser um nó em linha de costura (existe a venda no mercado ou então podemos fabricá-lo) ou uma missanga em borracha própria para o efeito. Este batente define a profundidade que a boia vai percorrer ao longo da linha e ajeita-se segurando a linha com uma mão e puxando o nó para cima ou para baixo com os dedos conforme convier.

2º- Enfia-se uma missanga maior do que o nó na linha, para que o olhal da boia não passe pelo nó.

3º- Introduz-se a linha pelo olhal da boia ou por um um furo que precorre a boia de uma ponta a outra, isto dependendo do tipo de boia.....claro.

4º- Enfia-se uma outra missanga na linha

5º- De seguida coloca-se um chumbo para calibragem da boia  (a quem não tiver experiência aconselho perguntar na loja onde adquiriu a boia qual o peso do chumbo a colocar para a calibragem).

6º- Dá-se uma laçada dupla na linha.

7º- Coloca-se um destorcedor na laçada dada anteriormente.

8º- Colocamos uma baixada ou estralho no destorcedor e colocamos evidentemente um anzol na outra ponta da linha.

9º- Só falta mais uma coisa :) há que colocar uns chumbinhos na linha do estralho para que este se afunde melhor alem de dar uma apresentação mais natural da isca dentro de água (a distância dos chumbinhos depende muito da corrente e do tamanho da baixada mas isso é um promenor que a experiência ensina rápidamente devemos deixar o ultimo a cerca de 50cm do anzol)

 

Parece muita coisa mas não é, depois de umas quantas montagens este trabalho é automático e faz-se muito rápidamente.

 

 

 

-= Montagem de boia de fixa =-

 

A montagem é muito semelhante á anterior com a grande diferença de ter uma anilha de fixação da boia em cima e em baixo, esta permite pré-defenir qual a profundidade a que queremos que o anzol trabalhe. Também o tipo de boia utilizado pode ser um pouco diferente pois geralmente não é furada, mas não é um factor preponderante pois pode-se adquirir uma boia que sirva os dois tipos de montagem. Esta montagem geralmente é utilizada em profundidades menores sendo assim mais fácil de manusear.

A calibragem da boia pode ser efectuada de duas maneiras: A mais simples consiste em perguntar na loja em que adquiriu a boia qual o chumbo a utilizar.

Há uma outra forma de o fazer que consiste em colocar um chumbo pendurado na boia, em seguida colocá-la dentro de um copo com água e sucessivamente ir aumentando ou diminuindo o peso do chumbo até que a boia fique vertical e não exiba qualquer dificuldade para afundar. Esta ultima parte é de extrema importância pois se a calibração for mal feita e a boia tiver alguma dificuldade em afundar também terá dificuldade em nos transmitir as picadas dos peixes e assim sendo como consequência perderemos uns peixitos.

 

 

 

 

-= Montagem de fundo com um ou mais anzois =-

 

 

 

Este tipo de montagem pode ser utilizado para pesca ao fundo (surf casting) utilizando geralmente chumbadas que variam entre 80g e 280g dependendo da corrente, acção da cana, profundidade e tipo de fundo, sendo neste ultimo de considerar o feitio da chumbada. Pesca embarcada sendo neste tipo de pesca usadas chumbadas que variam entre 100g até 1,5 Kg dependendo da corrente e da profundidade a que se está a pescar. Pode ser ainda utilizada o mesmo tipo de montagem na chamada pesca ao sentido ou chumbadinha, nesta ultima é utilizada uma chumbada que pode variar entre 10g e 50g. Sendo este um tipo de pesca que se pratica geralmente a profundidades muito inferiores aos dois ultimos e a uma distância muito inferior da costa, geralmente o que temos a  considerar é a corrente e o tipo de fundo. Os tipos de chumbadas utilizados normalmente são: redondo ou gota.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dependendo do tipo de fundo, local e espécie que se encontra no local existem montagens caracteristicas e mais usualmente utilizadas  por quase todos os pescadores. Normalmente a distancia entre estralhos ronda os 40 a 50cm em todas mas existe uma grande variação nos tamanhos dos estralhos dependente da espécie, senão vejamos: Para o Sargo são utilizados estralhos de mais ou menos 50cm. Na pesca ao Besugo são usados estralhos mais curtos variando entre 15 e 35 cm dependendo da maneira como o bixo está a comer. Para o Pargo as opiniões variam, pois há quem use estralhos de 50cm e por outro lado quem os use extremamente curtos com cerca de 10cm de comprimento. As nossas amigas Douradas parecem ter preferência por estralhos compridos (1,5m) montados mais perto da chumbada. Quanto ao Carapau quando se encontra em grandes cardumes não existe preferência em especial pois comem de qualquer forma independente do tipo de montagem, não fazendo discriminação no tipo de isco nem se este é natural ou artificial. O unico promenor digno de nota é que se devem usar sempre anzois brancos pois o brilho destes atrai o carapau não sendo incomum apanhar um ou outro sem sequer termos isco no anzol.

Este tema não é ponto assente pois todas estas montagens variam de pescador para pescador obtendo mais ou menos resultados dependente da sensibilidade de cada um e claro da colaboração do peixe.

 

 

-= Montagem com chumbo de correr =-

 

 

 

 

 

Este tipo de montagem é muito utilizado na pesca de praia e nomeadamente quando a espécie visada é a Dourada.

É um tipo de montagem bastante simples mas com uma grande eficácia pois permite que o peixe ao comer o isco não se sinta preso imediatamente e assim não desconfie.

A montagem consiste:

1º- A linha madre passa por um furo na chumbada geralmente redonda.

2º- Introduz-se uma missanga que irá servir de batente.

3º- Dá-se uma laçada dupla com dois nós onde será colocado o destorcedor.

4º- Coloca-se um estralho que pode variar entre 1m e 6m.

 

 

 

 

 

 

 

 

-= Rabeira =-

 

 

 

Este tipo de montagem não é utilizado muito vulgarmente mas em algumas regiões nomeadamente no Algarve tem-se mostrado uma montagem muito productiva.

Consiste em colocar um estralho triplo quase encostado a chumbada de modo que trabalhe mesmo junto ao fundo.